
Paulistano de 39 anos, Rogério Rochlitz é pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical. Formou-se em Música Popular na Unicamp em 93, onde estudou com os professores Cyro Pereira, José Eduardo Gramani, Hilton Jorge Valente (Gogô) e Fernando Faro. Antes disso, estudou piano clássico com Adylson Godoy e musicalização com Ricardo Breim e Elisa Zein. Na Unicamp, montou a banda Jambêndola, que teve certa repercussão e chegou ser premiada pela Radio France Internationale, no concurso Les Découvertes ‘93. O único CD da banda foi lançado em 96 pelo selo holandês RoadRunner e trazia uma espécie de forrock.
Em 98, com o fim da banda, Rochlitz se dedicou ao seu primeiro disco solo, “Tango Zulu”, de música instrumental, gênero a que se dedica desde o início de sua formação musical. Lançado em 2000, o disco teve a participação de músicos como Ubaldo Versolatto, Bukassa, Sergei de Carvalho (filho do Maestro Eleazar de Carvalho) e a metaleira Funk Como Le Gusta.
Em 2003, lançou seu segundo CD, “Carro de Boy”, de canções, com a participação dos cantores Maurício Pereira, Ney Mesquita, Cris Aflalo, Skowa e Marcelo Pretto. Já em 2009, lançou seu terceiro CD, ‘Cores’, retornando à música instrumental. Porém, sem perder a irreverência, gravou neste disco a faixa Crazy Pop Rock, de Gilberto Gil e Jorge Mautner, a partir da qual produziu um videoclipe de livre acesso no YouTube.
Como pianista e tecladista acompanhou diversas bandas e cantores, entre eles Ney Mesquita, Paula Lima, Ortinho, Tião Carvalho, Sidney Magal, Cris Aflalo e Manu Lafer (este em um show de 2004 com Danilo Caymmi, no teatro do Sesc Vila Mariana). Participou como pianista do show “Samba Esquema Novo”, em 2005, baseado no disco de Jorge Ben no teatro do Sesc Pompéia, com as participações de Fernanda Abreu, Paula Lima, Pedro Luís e Skowa.
Em 2003, passou a integrar o Trio Mocotó, em um posto já ocupado por César Camargo Mariano e Laércio de Freitas. Bem conceituado na Europa, o Mocotó rodou por cerca de vinte países entre 2004 e 2008, tocando em lugares como o festival de Glastonbury, o Joe Zawinul’s Birdland em Viena e o Alcalatin Festival (abrindo para Marcus Miller), além da festa de lançamento do relógio Santos Dumont da Cartier no Museu Aero-Espacial de Paris.
Em 2006, Rochlitz produziu o CD “Tião (Carvalho) Canta João (do Vale)” com patrocínio da Petrobrás. O CD foi premiado no Maranhão, terra natal do compositor. Também produziu duas faixas para o disco da cantora Tita Lima (filha do produtor Liminha), com quem excursionou pelo Reino Unido em 2007 no festival TrocaBrahma.
Ainda no campo da produção, trabalha com trilhas sonoras para filmes e documentários. Criou também uma parceria com Caleidos Cia. de Dança, para quem produziu em 2004 as trilhas da instalação coreográfica “Quanto Vale o Show?” da dançarina e coreógrafa Sheila Ribeiro (aka Dona Orpheline), e dos balés interativos ‘Coreológicas V’ (2008) e ‘Ares Familiares’ (2009), da coreógrafa Isabel Marques.
Rochlitz tem uma sólida parceria com a artista plástica Regina Silveira, produzindo paisagens sonoras para suas instalações, as quais já foram expostas na Índia, Colômbia e Espanha, entre outros. É dela a ilustração da capa do CD ‘Cores’.
Foi tecladista dos programas ‘Circo do Edgard’ e ‘Edgard no Ar’, do canal Multishow, onde com a banda Os Wilsons tocou com Lenine, Fernanda Abreu, Ed Motta, O Rappa, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Frejat, Dudu Nobre e Toni Garrido, entre outros. O programa recebeu o prêmio Qualidade Brasil 2008.






