Na década de 90, toda uma geração de jovens passou a cultivar gêneros musicais mais marcadamente brasileiros e de forte influência regional, em São Paulo e Rio houve uma grande revalorização do Samba-de-Raiz e seus derivados mais modernos e cosmopolitas (como o Samba-Funk, o Samba-Soul, e o Sambalanço).
Dos tradicionais Bailes da periferia e do centro de Sampa, o Sambarock se espalhou para toda a cidade, unindo gerações de admiradores que sempre cultivaram o melhor da nossa Música. Um estilo que nunca foi completamente absorvido pelo mainstream mais elitista, sempre permaneceu no “inconsciente coletivo” da brasilidade (tanto que volta-e-meia ressurge em Filmes, bem como em samples no Rap nacional).
Unidos desde os tempos de Faculdade pelo interesse comum nas várias vertentes da Música Brasileira das décadas de 60 e 70, os membros do FARUFYNO se encontravam para tocar e divulgar um repertório de “clássicos” que iam de Vinicius de Moraes a Tim Maia e de Elis a Jorge Bem, passando pelos Mutantes e a Tropicália.
O tempo e a convivência se encarregaram de trazer a inspiração para as músicas e composições próprias, transformando o que antes era um hobby em ofício. A idéia sempre foi tocar para o público, animando festas com sons tipicamente brazucas, mas aos poucos surgiram outras idéias e viagens sonoras que misturaram essas raízes de música brasileira com influências mais contemporâneas.
Assim, o FARUFYNO nasceu como forma de resgatar um repertório que muitas vezes acabou não sendo re-editado em CD, divulgando autores que ainda não haviam sido devidamente incensados pela mídia e - ao mesmo tempo - propor uma ampliação de repertório e atualização de influências dentro do estilo.
Se por um lado, a Banda resgata composições de autores e artistas como Osvaldo Nunes, Originais do Samba e Wilson Simonal, por outro lado ela busca incluir composições menos óbvias dentro do contexto do Sambarock, como Chico Buarque, Pepeu Gomes e Mutantes. Além disso, muito mais do que uma “banda-tributo”, o FARUFYNO propõe uma leitura mais atual com suas composições próprias, que lançam influências que vão do rock psicodélico ao rap, passando pelos afro-beats e a jovem-guarda.






